AMAZÔNIA TOCANTINENSE E EDUCAÇÃO INTEGRAL
LIMITES, DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE UMA POLÍTICA EDUCACIONAL TERRITORIALIZADA
DOI:
https://doi.org/10.31512/19819250.2025.26.01.93-119Palavras-chave:
Plano Nacional de Educação, Política educacional, Gestão da educação, Educação municipal no Tocantins, BiogeografiaResumo
A partir de uma caracterização geral e exploratória da Amazônia tocantinense, o objetivo é examinar a implementação da política de educação integral, conforme expressa a Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE/2014-2025), nos municípios amazônico-tocantinenses, identificando limites, desafios e possibilidades para a efetivação da Educação Integral em Tempo Integral nesse território. Em termos de método e metodologia, assenta-se na perspectiva do materialismo histórico-dialético, com revisão de literatura e pesquisa empírico-documental. A Amazônia é composta por uma das maiores biodiversidades do mundo e abriga uma pluralidade de especificidades que delimitam realidades amazônicas particulares, as quais não podem ser ignoradas nos processos de gestão e na implementação de políticas públicas. O texto destaca que as desigualdades educacionais observadas nos grupos de municípios tocantinenses refletem desigualdades socioeconômicas. Essas características socioeconômicas representam desafios que, provavelmente, não podem ser superados sem melhorias estruturais. As informações também indicam que a implantação da escola em tempo integral no Tocantins, em cumprimento à Meta do PNE, representa um desafio comum a todos os seus municípios e regiões. A educação integral apresenta-se como uma abordagem essencial para a preservação das tradições e da biodiversidade da Amazônia. Em uma perspectiva crítica de educação integral estão contidas as próprias possibilidades de buscar a transformação social. A efetivação desta concepção de educação implica o enfrentamento dos múltiplos fatores limitantes, internos e externos ao campo da educação, e a defesa de iniciativas mais robustas, em regime de colaboração, territorializadas, intersetoriais e coletivas, com gestão pública e democrática.
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