EDUCAÇÃO INFANTIL NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E AS IDEIAS EDUCACIONAIS DE CARL ROGERS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31512/19819250.2025.26.01.284-307

Palavras-chave:

Carl Rogers, Educação, Educação Infantil, Pesquisa documental, Pesquisa bibliográfica

Resumo

O objetivo deste estudo é comparar a abordagem educacional proposta por Carl Rogers e as normativas nacionais que regem a Educação Infantil no Brasil. Empregam-se os métodos de pesquisa documental e bibliográfica para versar fontes primárias e secundárias referentes à proposta educacional rogeriana e aos materiais que embasam a estruturação da Educação Infantil brasileira. Posteriormente, discutem-se as informações em termos de estruturação, aproximações e distanciamentos. Dentre os achados, destacam-se que ambas as perspectivas se aproximam no uso de sentidos para promover uma experiencia educacional, na criação de um ambiente propício para o aprendizado, na valorização da criança enquanto protagonista do processo de aprendizagem e na ênfase da relação entre professor-aluno. Contudo, distanciam-se em relação à prática metodológica educacional e à natureza do seu exercício. Diante disso, conclui-se que o estudo acena para uma explicação sobre o motivo pelo qual não se encontram colégios, no Brasil, que sejam norteados pelo referencial rogeriano em suas etapas educacionais, sobretudo a educação infantil.

Biografia do Autor

Rafaela Firmino Leite, Universidade Federal do Ceará

Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará. Membro do Núcleo de Estudos em Psicologia Humanista. 

Paulo Coelho Castelo Branco, Universidade Federal do Ceará

Docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Ceará. Pós-Doutor e Doutor em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Bolsista Produtividade do CNPq. 

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Publicado

2025-05-09 — Atualizado em 2026-01-08

Versões

Como Citar

Leite, R. F., & Castelo Branco, P. C. (2026). EDUCAÇÃO INFANTIL NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E AS IDEIAS EDUCACIONAIS DE CARL ROGERS. Revista De Ciências Humanas, 26(1), 284–307. https://doi.org/10.31512/19819250.2025.26.01.284-307 (Original work published 9º de maio de 2025)