TRAJETÓRIAS DE ESCOLARIZAÇÃO: MARCAS QUE FICARAM A PARTIR DE MEMÓRIAS DA VIDA COTIDIANA

Beatriz Terezinha Daudt Fischer

Resumo


RESUMO: A pesquisa resgata percursos de escolarização de um
grupo de sujeitos que iniciaram seus estudos no final da década de
sessenta do século XX. Na época, então crianças, pertenciam a famílias muito pobres, moradoras na periferia da região metropolitana de Porto Alegre, Brasil. Questões suscitadas por
uma ex-professora querendo saber onde andariam aqueles alunos,
se teriam ou não prosseguido nos estudos, acabaram desencadeando este processo investigativo, indagando sobre possíveis marcas da escola na lembrança destes cidadãos:a condição de pertencerem a classes populares teria sido determinante? Relações envolvendo saberpoder teriam provocado
rupturas nas trajetórias? Atitudes docentes ou opções pedagógicas
da escola teriam feito diferença nos encaminhamentos tomados?
Políticas derivadas da reforma educacional brasileira, formulada
pela Lei de Diretrizes e Bases/1971 teriam ou não interferido? Para
responder estas e outras questões o enfoque metodológico valeu-se de duas fontes básicas: da memória de cada um individualmente, através de narrativas de história de vida, e dos registros escolares arquivados na instituição por onde passaram. Sob a perspectiva teórica da micro-história, as continuidades e rupturas destas trajetórias discentes permitem afirmar que a vida cotidiana, na família e na escola - aparentemente tão simples
em gestos, tempos e espaços - carrega intrinsecamente complexas
relações, vindo a definir sem grandes resistências os caminhos
percorridos, embora estes nem sempre fossem os desejados.

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(c) Rev. Ciênc. Hum. Educ., Frederico Westphalen - ISSN 1981-9250.

Qualis/CAPES: B4 - Educação e B3 - Ensino

Prefixo DOI: 10.31512

E-mail: rhumanas@uri.edu.br

 

 * Contagem iniciou em 28/04/2019.

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