UMA VIDA, MUITAS BIOGRAFIAS: O CASO DE MONS. VÍTOR BATTISTELLA

Breno A. Sponchiado

Resumo


O presente texto é uma reflexão em torno de uma questão
surgida na elaboração da tese sobre a pessoa e a ação de Mons. Vítor Battistella, primeiro e por três décadas pároco de Frederico Westphalen. Discorre sobre o paradoxo em torno de sua figura e de sua atuação, constatado tanto em depoimentos orais como na historiografia: visto pela maioria como um “pai”, um “santo”, um homem de capacidades ímpares, um “herói”, desbravador, batalhador, clarividente... e, contrariamente, um grupo menor o tinha - e tem - como um padre que não tinha qualidades
para ser um guia espiritual, como um caudilho metido em tudo, um politiqueiro, um dominador, um ditador. Analisa alguns casos de historiadores. Doutra parte, não é novidade que cada ponto-de-vista é a vista de um ponto. Mas, diante dos comentários tão desencontrados de testemunhas de fatos que envolviam o religioso, a interpelação que se impõe é: como podem pessoas de um mesmo grupo social (formação étnica, condição econômica, formação religiosa) portar-se de modos tão diferentes diante do padre, tido se não por todos, pela grande maioria, à época, como uma figura portadora de autoridade inquestionável, representante de Deus, conhecedor das verdades das quais depende a salvação eterna...? Sem pretensão de uma análise crítica apurada ou de polemizar, mas apenas para dar racionalidade a essas incongruências e potencializar sua superação, são sinalizadas algumas questões de ordem metodológica na área da historiografia, mormente no gênero biográfico.

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(c) Rev. Ciênc. Hum. Educ., Frederico Westphalen - ISSN 1981-9250.

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Prefixo DOI: 10.31512

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 * Contagem iniciou em 28/04/2019.

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