SOCIEDADE E ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS
UM QUADRO COMPARATIVO ENTRE OS MODELOS TEÓRICOS DE VANTAGEM COMPETITIVA E SUA INFLUÊNCIA NO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DE UMA NAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.31512/30862531.2025.09.251-274Palavras-chave:
Sociedade, Vantagem Competitiva, Estratégias Empresariais, CompetitividadeResumo
O estudo busca analisar a relação das estratégias empresariais e a sociedade a partir de um comparativo entre os quatro modelos de vantagem competitiva: teoria de posicionamento estratégico da indústria, teoria dos recursos, teorias de processos de mercado, e a teoria das capacidades dinâmicas, já tratados pela academia, verificando as variáveis que mostram a existência de estratégias coletivas entre os recursos competitivos utilizados em cada modelo. A estratégia coletiva, consiste em um modelo que parece emergir numa tentativa de as firmas conseguirem manter uma posição duradoura e sustentável no mercado, competindo e cooperando ao mesmo tempo. Este modelo está ligado às alianças e parcerias que as empresas têm feito na busca de resultados mais positivos nas relações interorganizacionais, mas nos modelos também existem estratégias que parecem negar tais parcerias e cooperações, assim o artigo busca mostrar tais variáveis de análise e seu impacto na sociedade. As estratégias coletivas têm uma importante influência no desenvolvimento socioeconômico das sociedades, no momento em que as empresas buscam reforçar sua posição mercadológica não só competindo, mas também cooperando entre si.
Referências
ALIEVI, R. M., FENSTERSEIFER, J. E. Relações de cooperação e criação de vantagens competitivas: um estudo no arranjo produtivo vinícola da Região da Serra Gaúcha-Brasil. ENANPAD, 2004.
ALVARENGA, M. A. et al. Capacidades dinâmicas e vantagem competitiva em ambientes de mudanças constantes, à luz da análise do filme ‘Recém‐chegada’. REGE - Revista de Gestão. v. 24, jan. /março, 2017. DOI: https://doi.org/10.1016/j.rege.2016.06.010
ANTUNES, M. P. et al. Capacidades dinâmicas como vantagem competitiva: estudo em uma cooperativa de crédito. Revista de Gestão do Unilasalle. Canoas, v. 5, n. 1, mar. 2016. DOI: https://doi.org/10.18316/2316-5537.16.13
BARBOSA, R. A; BATAGLIA, W. A evolução das correntes explicativas da vantagem competitiva. Revista Gestão e Planejamento. Salvador, v. 11, nº 2, p.192-211, jul./dez. 2010.
BARDIN, L. (2006). Análise de conteúdo (L. de A. Rego & A. Pinheiro, Trads.). Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).
BARNEY, J. B. (1991). Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, 17, 99–120. DOI: https://doi.org/10.1177/014920639101700108
BARNEY, J. B. (2001a). Resource-based theories of competitive advantage: A ten-year retrospective on the resource-based view. Journal of Management, 6, 643–650. DOI: https://doi.org/10.1177/014920630102700602
CARVALHO, D. M., PRÉVOT, F., MACHADO, J. A. D. O uso da teoria da visão baseada em recursos em propriedades rurais: uma revisão sistemática da literatura. Revista de Administração, São Paulo, v.49, n.3, p.506-518, jul./ago./set. 2014. DOI: https://doi.org/10.5700/rausp1164
CASTELLS, Manuel A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
ELSHAER I.A., AUGUSTYN M.M. Direct effects of quality management on competitive advantage. International Journal of Quality and Reliability Management, 2016. DOI: https://doi.org/10.1108/IJQRM-07-2014-0086
FAVRETTO, J., ROMAN, D. J., SEHNEM, S. Análise dos recursos impulsionadores da vantagem competitiva - o caso BRF Foods. Análise dos recursos impulsionadores da vantagem competitiva - o caso BRF Foods. Gestão da Produção, Operações e Sistemas, Bauru, n. 3, jul./set., 2016. DOI: https://doi.org/10.15675/gepros.v11i3.1477
GARCIA, S. F., LIMA, G. B. Redes interorganizacionais de cooperação para a internacionalização. ENANPAD, 2004.
GRANDORI, A., SODA, G. Inter-firm network: Antecedents, mechanisms and forms. Organizations Studies, v.16, nº 2,1995. DOI: https://doi.org/10.1177/017084069501600201
GREUL A., WEST J., BOCK S. Open at birth? Why new firms do (or don’t) use open innovation. Strategic Entrepreneurship Journal, 2018. DOI: https://doi.org/10.1002/sej.1282
GUEDES, A. A. et al. Capacidades dinâmicas e vantagens competitivas: um estudo em uma construtora com foco no mercado baixa renda. Caderno de Administração, Maringá, n. 2, v. 24, 2016.
ISATTO, E. L. Análise do ambiente competitivo e a formulação de estratégia empresarial. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/301867857_Analise_do_ambiente_competitivo_e_a_formulacao_de_estrategia_empresarial >. Acesso em: 30 nov. 2018.
JONES S.L., FAWCETT S.E., WALLIN C., FAWCETT A.M., BREWER B.L Can small firms gain relational advantage? Exploring strategic choice and trustworthiness signals in supply chain relationships. International Journal of Production Research, 2014. DOI: https://doi.org/10.1080/00207543.2014.915068
KELM, M. S. et al. A Inovação como Estratégia Competitiva das Organizações: Um Ensaio Teórico. Revista de Administração IMED, v. 4, nº 3, ago. /dez. 2014. DOI: https://doi.org/10.18256/2237-7956/raimed.v4n3p274-285
LAIMER, C.G., LAIMER, V. R. Relações de cooperação empresarial na perspectiva da visão baseada em recursos. São Paulo: ENANPAD, 2009. DOI: https://doi.org/10.15600/1679-5350/rau.v7n3p93-110
MEIRELLES, D. S., CAMARGO, A. A. B., Capacidades Dinâmicas: O Que São e Como Identificá-las? Revista de Administração Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 18, dez. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-7849rac20141289
NALEBUFF, B., BRANDENBURGUER, A, Coopetição. Rio de Janeiro: Racco, 1996.
OENING, K. S. Pluralismo teórico na gestão estratégica: a compreensão da vantagem competitiva a partir da harmonização de perspectivas antagônicas. Revista de Negócios, Blumenau, v. 15, n. 29, p.45 – 56, jan./mar. 2010. DOI: https://doi.org/10.7867/1980-4431.2010v15n1p45-56
PORTER, M. E. Towards a dynamic theory of strategy. Strategic Management Journal, Vol. 12, 95-1 I7, 1991. DOI: https://doi.org/10.1002/smj.4250121008
PORTER, M. E. Vantagem Competitiva. Rio de Janeiro: Campus, 1996.
PORTER, M. E. What is strategy? Harvard Business Review, v.74, n.6, p.61-78, 1996
QUISPE, J; RIVERA, J. Estrategias competitivas y gestion deportiva: Una perspectiva de la Teoría Basada en Recursos aplicada al sector del fútbol. Journal of Economics, Finance and Administrative Science. England, v. 23, n. 44, 2018. DOI: https://doi.org/10.1108/JEFAS-05-2017-0067
SAAD M., KUMAR V., BRADFORD J. An investigation into the development of the absorptive capacity of manufacturing SMEs. International Journal of Production Research, 2017. DOI: https://doi.org/10.1080/00207543.2017.1327728
SCHUMPETER, Joseph A. Teoria do desenvolvimento econômico. São Paulo: Nova Cultura, 1988.
SCHUMPETER, Joseph. The Theory of Economic Development Oxford, Oxford University Press, 1978.
SCHNEIDER, A. B. et al. Michael Porter 30 anos depois de Estratégia Competitiva Influência do autor nos trabalhos brasileiros em estratégia: estudo bibliométrico em trabalhos dos últimos dez anos do Enanpad. Center of Research in International Business & Strategy. n. 25. 2008.
SIGALAS C. Competitive advantage: the known unknown concept. Management Decision Emerald Group Publishing Limited, 2015. DOI: https://doi.org/10.1108/MD-05-2015-0185
TEECE, D.J.; PISANO, G.; SHUEN, A. Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, vol.18:7, 509-533, 1997. DOI: https://doi.org/10.1002/(SICI)1097-0266(199708)18:7<509::AID-SMJ882>3.0.CO;2-Z
VALLANDRO, L. F. J; TREZ, G. Visão baseada em recursos, estratégia, estrutura e performance da firma: uma análise das lacunas e oportunidades de pesquisas existentes no campo da administração estratégica. Análise, Porto Alegre, v. 24, n. 1, p. 79-91, jan./abr. 2013.
VASCONCELOS, F. C.; CYRINO, A. B. Vantagem competitiva: os modelos teóricos atuais e a convergência entre estratégia e teoria organizacional. RAE – Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v.40, n.4, p.20-37, out./dez. 2000. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-75902000000400003
VAZ COSTA, Ruben. Teoria do desenvolvimento econômico de Joseph Schumpeter - Introdução à tradução ao português. São Paulo, 1982.
VIANA, F. L. E. et al. Fontes de Obtenção de Vantagem Competitiva em Empresas Industriais: Uma Análise nas Indústrias Têxtil e de Calçados do Ceará. Documento Técnico Científico. vol. 43, nº 3, set., 2012. DOI: https://doi.org/10.61673/ren.2012.244
YU T.F. Toward a capabilities perspective of the small firm. International Journal of Management Reviews, 2001. DOI: https://doi.org/10.1111/1468-2370.00063
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Educação, Direito e Sociedade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.