POR QUE TODA A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA DEVERIA ALCANÇAR ‘NÍVEIS DE PODER CIDADÃO’ NA PARTICIPAÇÃO DA DEFINIÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS DE QUALIDADE?
DOI:
https://doi.org/10.31512/30862531.2025.09.74-100Palabras clave:
Participação política, Políticas educacionais, Cidadania, Qualidade da educaçãoResumen
As políticas públicas devem promover uma educação mais inclusiva, sensível à diversidade cultural e social, superando visões não centradas no bem-estar humano e na promoção do desenvolvimento integral. A colaboração entre atores da sociedade civil organizada e governos que investem em educação é fundamental aos avanços propostos pela UNESCO e ONU. Este ensaio orienta-se pela ecologia dos saberes, proposta por Boaventura Santos (2009) e projeta-se no envolvimento da sociedade civil organizada em oito degraus da escada de participação proposta por Sherry R. Arnstein (1969): manipulação, terapia, informação, consulta, envolvimento, compartilhamento, delegação e controle das políticas públicas. O objetivo consiste em explorar como a sociedade civil organizada, sobretudo grupos menos favorecidos, deveriam apropriar-se das políticas públicas para promover uma ecologia dos saberes. O método da construção da resposta a esta pergunta foi baseado na Análise Crítica do Discurso de Norman Fairclough (2013). Os resultados apontam que a participação ativa da sociedade civil organizada é força essencial à construção de políticas públicas abrangentes, justas e eficazes. É necessário um esforço conjunto de governos, instituições e sociedade civil para promover uma abordagem inclusiva e participativa, garantindo que as políticas públicas reflitam a diversidade e necessidades das comunidades.
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