A MATEMÁTICA E O PARADIGMA DA COMPLEXIDADE
DOI:
https://doi.org/10.31512/30862531.2025.09.53-73Palavras-chave:
Matemática, Paradigma da complexidade, Tecnologias Digitais de Informação e ComunicaçãoResumo
A educação tradicional, muitas vezes, aborda o conhecimento de forma linear e fragmentada, no entanto, a realidade é mais complexa, com sistemas interconectados e variáveis que se influenciam mutuamente. É, aqui, portanto, que se contextualiza o paradigma da complexidade, o qual oferece uma nova lente para a educação. Por isso, na proposição de se enxergar o ensino da Matemática a partir de um viés sistêmico e interconectado, esse artigo, por meio de revisão de literatura, apresenta como objetivo geral refletir sobre o ensino e aprendizagem da Matemática sob o paradigma da complexidade e, como objetivos específicos: (i) apontar quais são os impactos da Matemática na vida cotidiana; (ii) observar os marcos legais que amparam o ensino de Matemática no Brasil; (iii) compreender a relação existente entre o ensino e a aprendizagem da Matemática e o paradigma da complexidade. D’Ambrosio (1989, 2012) Silveira (1999), Pais (2013), Morin (2001, 2008, 2015), Cunha (2017), dentre outros, dialogam sobre esta temática. Conclui-se que o paradigma da complexidade oferece uma importante perspectiva à educação, pois desafia a visão fragmentada e linear do conhecimento e, além disso, nesta abordagem, o professor se torna um guia que auxilia o aluno a mobilizar conhecimentos para solucionar problemas complexos.
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.
BRASIL. LEI Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 de dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em 15/02/2019.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, SEB, CONSED, UNDIME, 2017.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.
CORDIOLLI, Marcos. Sistemas de ensino e políticas públicas no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2014.
CUNHA, Cézar Pessoa. A Importância da Matemática no Cotidiano. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, São Paulo, v. 01, n. 04, p. 641-650, jul. 2017.
D’AMBROSIO, Beatriz S. Como ensinar Matemática hoje? Temas e Debates, SBEM, ano 01, n. 02, Brasília, p. 15-19,1989.
D’AMBROSIO, Ubiratan. Educação Matemática: Da teoria à prática. Campinas, SP: Papirus, 2012.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.
GROCHOSKA, Márcia Andréia. Organização escolar: perspectivas e enfoques. Curitiba: InterSaberes, 2014.
MACEDO, Elisabeth. Base Nacional Curricular Comum: Novas formas de sociabilidade produzindo sentidos para a educação. Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 12, n. 3, out./dez. 2014, p. 1530-1555.
MORAN, José Manuel. Educação Híbrida: Um conceito-chave para a educação, hoje. In: BACICH, Lilian; TANZI NETO; Adolfo; TREVISANI, Fernando de Mello [orgs.]. Ensino Híbrido: Personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: Repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.
MORIN, Edgar. Ensinar a viver: Manifesto para mudar a educação. Porto Alegre: Sulina, 2015.
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.
FACULDADE OBJETIVO. Objetivos do Curso de Direito. Disponível em: http://faculdadeobjetivo.com.br/cursodireito/. Acesso em 28/08/2025.
PAIS, Luiz Carlos. Ensinar e aprender Matemática. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
PEREIRA, Susana Simões; AZEVEDO, José Manuel Pereira; MACHIAVELO, António José de Oliveira. A Matemática na Imprensa Diária Portuguesa. In: Congresso Braga, 3, 2015, Braga. Atas... Braga: CECS, 2015, p. 517.
SAVIANI, Demerval. Educação Escolar, Currículo e Sociedade: o problema da Base Nacional Comum Curricular. Movimento Revista de Educação, Rio de Janeiro, a. 3, n. 4, p. 54-84, 2016. DOI: https://doi.org/10.22409/mov.v0i4.296
SILVA, Bruno Pedroso Lima. A teoria da complexidade e o seu princípio educativo: as ideias educacionais de Edgar Morin. Polyphonía, Goiás, v. 22, n. 2, p. 241-254, jun./dez. 2011.
SILVEIRA, Ivahyr Farias. Ensino Híbrido por meio da Plataforma Quadrado Mágico: Estudo de Caso da Matemática. 2017. 149 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de Tiradentes, Aracajú, 2017.
SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da. Matemática é difícil: um sentido pré-construído evidenciado na fala dos alunos. Coletânea do Programa de Pós-Graduação em Educação, Porto Alegre, v. 7, n. 21, p. 34-40, 1999.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Educação, Direito e Sociedade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.